
Eterna saudade
Pai, tu partiste…
Quando partiste, eu mal te conhecia
A nostalgia desse tempo passado
Ainda agora não dissolvi
Naquele dia, antes do teu ultimo suspiro
Tu me chamaste junto de ti
Estavas enfermo, imóvel naquela cama…
Eu não te compreendi!
Mas percebi que era o teu menino
Sabes, eu tive muito medo…
Pai tu partiste…
Hoje descobri, nas entranhas do pensamento
O pensamento não é novo
É velho, por isso sempre está lá
O medo que eu senti, não era de ti
Era da morte que naquele momento
Já se havia aproximado demasiado de ti
Pai tu partiste…
Agora pergunto à Lua em tom confidente
Que nesta noite esta bem junto ao poente
Ela sussurra-me baixinho…
Pergunta ao sol amanhã bem cedinho
Na manhã seguinte, lá esperei o Sol chegar
O sol nada me disse!
Tentei olha-lo de frente, como só a Águia sabe fazer
Ele não me permitiu…
Fechei os olhos e deixei-o surpreender-me
Várias imagens, ele me revelou
Uma era divina, a outra eras tu conceptualmente
Ó Sol e Lua que me iluminais o pensamento
Um de dia o outro de noite, sempre…
No brilho da vossa luz dissipo a minha nostalgia
Pai tu partiste…
Pai, agora tu és luz, seja noite, ou seja dia
Pai, tu deixaste um desmedido vazio
Que se enche de luz a cada dia
Pai, se esse vazio não existisse
Essa luz, onde colocar eu não teria
Sabes, agora também sou pai
Sinto na primeira pessoa a essência do ser
Todo o pai quer o bem do seu filho
É essa a grande memória que guardo de ti
Pai tu partiste…
Eu estou aqui…
Bem no alto do monte, olhando o horizonte
Vejo a beleza do mar, espelhada pelo sol
Trazer-me à memória “imagens” de um pai envolto em glória
Pai tu partiste…
Eu estou aqui, curando as fragilidades
Que me ficaram de ti
Pai, tu partiste para o além…
Pai, eu estou aqui…
Autor: Manuel Fernandes
03-09-2009
Pai, tu partiste…
Quando partiste, eu mal te conhecia
A nostalgia desse tempo passado
Ainda agora não dissolvi
Naquele dia, antes do teu ultimo suspiro
Tu me chamaste junto de ti
Estavas enfermo, imóvel naquela cama…
Eu não te compreendi!
Mas percebi que era o teu menino
Sabes, eu tive muito medo…
Pai tu partiste…
Hoje descobri, nas entranhas do pensamento
O pensamento não é novo
É velho, por isso sempre está lá
O medo que eu senti, não era de ti
Era da morte que naquele momento
Já se havia aproximado demasiado de ti
Pai tu partiste…
Agora pergunto à Lua em tom confidente
Que nesta noite esta bem junto ao poente
Ela sussurra-me baixinho…
Pergunta ao sol amanhã bem cedinho
Na manhã seguinte, lá esperei o Sol chegar
O sol nada me disse!
Tentei olha-lo de frente, como só a Águia sabe fazer
Ele não me permitiu…
Fechei os olhos e deixei-o surpreender-me
Várias imagens, ele me revelou
Uma era divina, a outra eras tu conceptualmente
Ó Sol e Lua que me iluminais o pensamento
Um de dia o outro de noite, sempre…
No brilho da vossa luz dissipo a minha nostalgia
Pai tu partiste…
Pai, agora tu és luz, seja noite, ou seja dia
Pai, tu deixaste um desmedido vazio
Que se enche de luz a cada dia
Pai, se esse vazio não existisse
Essa luz, onde colocar eu não teria
Sabes, agora também sou pai
Sinto na primeira pessoa a essência do ser
Todo o pai quer o bem do seu filho
É essa a grande memória que guardo de ti
Pai tu partiste…
Eu estou aqui…
Bem no alto do monte, olhando o horizonte
Vejo a beleza do mar, espelhada pelo sol
Trazer-me à memória “imagens” de um pai envolto em glória
Pai tu partiste…
Eu estou aqui, curando as fragilidades
Que me ficaram de ti
Pai, tu partiste para o além…
Pai, eu estou aqui…
Autor: Manuel Fernandes
03-09-2009

